Doleiro investigado pela Lava-Jato é preso por obstrução da Justiça em Angra dos Reis

Chaaya Moghrabi, conhecido como Yasha é considerado um dos quatro maiores doleiros do país e foi denunciado na operação Câmbio, Desligo e Clãdestino. Segundo o MP, o cumprimento das medidas de busca e apreensão foi marcado por interferências dos investigados na ocasião da operação.
Por G1 Sul do Rio e Cosa Verde
O doleiro investigado pela Lava-Jato, Chaaya Moghrabi, foi preso na manhã desta sexta-feira (18) pela Polícia Federal, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro.
De acordo com informações do Ministério Público do Rio de Janeiro, ele foi denunciado na operação Câmbio, Desligo e Clãdestino, e faz parte de uma rede de doleiros que atua na lavagem internacional de ativos.
Um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão foi cumprido hoje na casa do doleiro em São Paulo, mas ele foi localizado em um condomínio de luxo em Angra.
De acordo com investigações, Chaaya, conhecido como Yasha, é considerado um dos quatro maiores doleiros do país. Ele é suspeito de praticar crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crime contra o sistema financeiro.
Segundo as investigações, ele integrou um grupo que entre março de 2013 e fevereiro de 2014 realizou ao menos oito operações financeiras consideradas suspeitas no valor de US$ 1.032,807 – cerca de R$ 4 milhões.
O MP informou que as novas cautelares, concedidas pela 7ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, foram necessárias porque, quando a operação Clãdestino foi realizada, em 10 de novembro, o cumprimento das medidas de busca e apreensão foi marcado por interferências dos investigados, bem como pela tentativa de ludibriar a atuação policial.
O doleiro tinha sido preso em 2018, e, em março de 2019, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes concedeu habeas corpus a Chaaya e substituiu a prisão por medidas alternativas que incluíam o pagamento de fiança, proibição de sair do país e a entrega de todos os passaportes
Em abril de 2019, ele foi preso pela polícia do Uruguai no Aeroporto Internacional de Carrasco, em Montevidéu. Na ocasião, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do doleiro e a extradição do acusado para o Brasil.


